30 de março de 2012

Ogum

Ogum é o Orixá da guerra, das batalhas, dos metais, da agricultura, dos caminhos e da tecnologia. Orixá guerreiro, defendendo as leis e a ordem, representa todas as batalhas da vida, e faz parte de tudo aquilo que é preciso lutar para alcançar vitória. O próprio Ogum forjava suas ferramentas, portanto é ele quem ensina os homens a manufaturar o ferro e o aço tanto para a caça, como para a agricultura, e para a guerra. A ele pertence a Obé e por isso vem logo após o Bará porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. A importância de Ogum vem do fato de ser ele um dos mais antigos deuses iorubás e, também em virtude de sua ligação com os metais e aqueles que os utilizam. Sem sua permissão e sua proteção, nenhum dos trabalhos e das atividades úteis e proveitosas seriam possíveis. 

Lenda sobre Ogum:
Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé. 
Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê e matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. 
Após instalar seu filho no trono, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma. Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.

Arquétipos dos filhos de Ogum:
Os filhos de Ogum são pessoas violentas, briguentas e impulsivas, incapazes de perdoarem as ofensas de que foram vítimas. São pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Pessoas que nos momentos difíceis triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda esperança. Possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva aos mais tranquilos comportamentos, e devido a sua sinceridade e franqueza, tornam-se pessoas difíceis de serem odiadas.
Características Positivas: 
Valentes, destemidos, buscam novos objetivos. São pessoas perspicazes, objetivas e corajosas. Amantes fiéis e constantes, dedicados à família. Geralmente bonitos, talentosos e inteligentes.
Características Negativas: 
Gananciosos, atrevidos. Usam a falsidade como tática de guerra, temperamentais e impiedosos.

Qualidades: Avagã, Onira, Olobedé, Adiolá
*Avagã: Responde no meio do cruzeiro e tem seu assentamento do lado de fora do Ilê, junto com Bará Lodê.
*Onira: Responde em cantos de cruzeiros e matos. Guerreiro impulsivo, é o cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados. Orgulhoso, muito impaciente, arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente. 
*Olobedé: Responde no meio do mato, e é o Ogum ferreiro. Representa um tipo mais velho de Ogum, trabalhador consciencioso, severo, que não brinca em serviço. Ciente de seus deveres como de seus direitos, é exigente e rabugento.
*Adiolá: Responde na beira da praia. Tem ligação com Iemanjá, é guerreiro e considerado o Ogum de Oxalá. 
Saudação: Ogum Iê: Salve Ogum!
  Dia do ano: 23 de abril
            Dia da Semana: Segunda-feira para Avagã e quinta-feira para os demais
Flor: Palma vermelha e cravo vermelho
Comida: Sete ripas de costela assada e farinha de mandioca
        Doce: Marmelo e doce de frutas
     Animal de estimação: Cavalo e cachorro
Função: Emprego, demanda
Número: 05 ou 07
Cor: Verde e vermelho
Ferramentas: Alicate, espada, faca, bigorna, búzios, moedas, martelo, lança, ferradura
Frutas: Côco, limão
Ervas: Espada de São Jorge
Legumes: Rabanete, espinafre
Ajuntós:
*Avagã: com Oiá Timboá, com Oiá Dirã
*Onira: com Oiá
                                                 *Olobedé: com Iansã
*Adiolá: com Oxum Epandá, com Iemanjá Bocí

8 comentários:

  1. olá queria saber pq ñ falam do ogum megue, sei q na nação tem o ogum megue e na umbanda te o mege. queria q vcs falacem do megue

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    1. Olá
      No Batuque, Megê não é cultuado como uma qualidade de Ogum, porém no Candomblé ele é considerado o Ogum mais velho de todos, a raiz dos outros, um Ogum completo, velho solteirão e rabujento. É aquele que toma conta das
      sete entradas da cidade de Irê, ligado a Exú, o guardião das casas de Ketu.
      Já na Umbanda, Ogum Megê trabalha na linha das almas fazendo um cruzamento com Obaluaê, sendo o disciplinador das almas submissas.

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  2. queria saber se os filhos de ogum sao os mais protegidos entre os orixas e verdade?

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    1. Acreditamos que todos os Orixás protegem seus filhos igualmente, sem distinção.

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  3. como e filho de ogum beira mar suas caracteristicas

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    1. Todos os filhos de Ogum são persistentes, tem temperamento forte, são determinados e batalhadores.

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  4. Olá, gostaria de saber mais sobre Ogum Adiolá, características dos filhos e suas histórias, quais suas cores e tudo que puder me dizer...obrigado.

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